Meio Ambiente
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Quinta-feira, Abril 29, 2004

confiram abaixo, texto enviado por Mario Moscatelli



nosso estado de direito


No Brasil os entendidos no assunto, falam muito do tal ESTADO DE DIREITO. Sem dúvida não fosse ele, diante do que digo e escrevo publicamente pelos meios de comunicação em relação a BACANAL ambiental que acontece diariamente em nosso Estado, após meu segundo pronunciamento eu estaria, digamos assim, "desaparecido".
No entanto não posso me furtar a analisar um outro ESTADO DE DIREITO que progressivamente vem se consagrando em nosso país.
É o ESTADO DE DIREITO de:
1-não ter direito,
2-não poder ir e vir,
3-tomar uma bala perdida na cabeça,
4-acompanhar a degradação dos recursos naturais por ação e omisssão do poder "público",
5-pagar impostos sem receber os serviços,
6-levar se quiser, só no grito, e por aí vai.
Exemplo claro desse novo ESTADO DE DIREITO é o que se pôde ver no conjunto de matérias do jornal O Globo sobre o rio Paraíba do Sul, onde o mesmo, como qualquer corpo hídrico em nosso Estado é a materialização da incapacidade gerencial do poder público em relação aos recursos denominados ESTRATÉGICOS, mas que em função do estado CATATÔNICO de nossa sociedade continuam sendo utilizados como depósitos de lixo e esgoto.
Minha gente NÃO TEM OUTRO CAMINHO! Ou a SOCIEDADE acorda e exige além de superávits primários históricos, investimentos na infra-estrutura básica desse cloacão que vem se transformando o Brasil, ou estamos, os acordados e os catatônicos, FERRADOS, boiando em meio de nossas própria fezes e balas perdidas ou achadas. Essa afirmativa vem de minha completa e mais absoluta certeza que boa parte dessa rapaziada que se autodenomina adiministrador público, não está nem aí para quem os sustenta, bem como seu principal e maior objetivo na vida é ficar agarrado no tal poder que chamam de público. Ou se exige e se escolhe gente competente para tirar o passivo ambiental e avançar nos programas necessários que variam do planejamento familiar, políticas de habitação, fixação das populações em suas áreas de ocorrência,educação de boa qualidade, prestação de serviços de saúde a altura da CPMF que nós é tributada, enfim se não se colocar a classe política na parede, meus querido amigos, vamos continuar tendo de assistir essa BACANAL, pagando impostos e usufruindo de nosso ESTADO DE DIREITO de sermos otários.
A decisão é nossa!
Mario Moscatelli - moscatelli@biologo.com.br

Segunda-feira, Abril 26, 2004

Desertificação
Desde pequenos, descobrimos que é mais fácil destruir do que construir. Com a preservação do Meio Ambiente, não é diferente, somos capazes de destruir em segundos o que a natureza levou milhões de anos para elaborar. A verdade é que diversos ecossistemas são muito frágeis quando se trata da presença humana.
A pecuária intensiva, a exploração agrícola desordenada, o uso indiscriminado de agrotóxicos e outros produtos químicos já fizeram um estrago muito grande, mas a desertificação é um processo que não ocorre apenas pela ação antrópica, muitas vezes mudanças climáticas podem causar o fenômeno (como chuvas torrenciais, que removem os nutrientes do solo), mas o homem moderno já provocou mudanças climáticas em todo o mundo e a falta de uma política para o manejo do solo agrava ainda mais o problema que é mais grave nos países "pobres" porque a população não é instruída, e não conta com estrutura para a recuperação dos solos.
Segundo as Nações Unidas, a desertificação vem colocando fora de produção, anualmente, cerca de 6 milhões de hectares (60.000 km2) devido ao sobrepastoreio, salinização dos solos por irrigação e processos de uso intensivo e sem manejo adequado na agricultura.
A perda econômica anual, devido e este processo, gira em torno de 4 bilhões de dólares. O processo de recuperação dos solos é difícil, lento e envolve muito trabalho, os paises mais ricos ajudam financeiramente, mas o dinheiro é muito pouco devido à extensão do problema.

Terça-feira, Abril 20, 2004

Indústria Capitalista

No mundo dos negócios, é o dinheiro seu motor, como este é o mundo que vivemos, voltemos nossa atenção para a imensa poluição gerada pela indústria mundial, veículo maior do capitalismo e que está inevitavelmente associada à degradação do Meio Ambiente, uma vez que não existem processos de fabricação totalmente limpos.
Atualmente o quadro é assustador, poluímos tanto nossos oceanos que estes já não podem mais reciclar tamanhos dejetos. Envenenamos incontáveis rios e lagoas e destruímos ricas florestas para alimentar a "máquina industrial" com seu inevitável lixo industrial. É chegada a hora de o homem fazer uma mudança radical em seu modo egoísta de ser e se preocupar com o destino que estamos dando para as atuais e futuras gerações.
A humanidade é apenas "uma agulha" nos milhões de anos em que decorreu a evolução da vida e nunca, na história da evolução, uma espécie havia alterado tanto o Meio Ambiente. A alteração é tamanha, que já extinguimos milhares de espécies e hoje o destino de cada espécie animal e vegetal depende do caminho que iremos traçar em nossa existência.
Tenho certeza que o quadro mundial seria bem melhor se os países mais ricos, que são os que mais poluem, dedicassem mais esforços para combater a poluição decorrente de suas imensas indústrias.
O que tem que evoluir neste caso, não está exatamente nos cromossomos, e sim em princípios e ideais.

Segunda-feira, Abril 19, 2004

Índios e Meio Ambiente no Brasil

A Funai receberá da União 20% a mais de verba neste ano, em relação a 1996. Já a fatia do Ministério do Meio Ambiente engordou 16%, chegando a R$ 666,7 milhões. Infelizmente, não há, necessariamente, motivo para comemorar pois no ano passado, o governo federal só liberou 13% do valor aprovado (R$ 76,1 milhões para o MMA). Estas são algumas conclusões de um amplo levantamento feito pelo Instituto de Estudos Sócio-Econômicos (Inesc) sobre o orçamento da União deste ano.
Na área ambiental, um dos projetos mais favorecidos foi o Casa (Desenvolvimento do Centro de Aplicação de Satélites Ambientais) do Ministério de Ciência e Tecnologia, que recebeu R$ 693 mil, 273% a mais que no ano passado, provavelmente no rastro do Projeto Sivam. Outro projeto polêmico, o Planafloro (Plano Agropecuário e Florestal de Rondônia) cresceu 5%, ficando com R$ 27 milhões, enquanto o Prodeagro (Programa de Desenvolvimento Ambiental do Mato Grosso), ainda mais afortunado, ficou com R$ 35 milhões, 29% mais do que em 96. Ambos são administrados pelo Ministério do Planejamento.
É bom prestar atenção num corte importante: as verbas para estudos ambientais em áreas de influência da Companhia Vale do Rio Doce, subordinados ao Ministério de Minas e Energia, caíram em 45%, recebendo apenas R$ 1 milhão.
Hoje, vivem cerca de 345 mil índios, distribuídos no Brasil entre 215 sociedades indígenas, representando cerca de 0,2% da população brasileira. Esta estatística considera somente aqueles indígenas que vivem em aldeias, havendo estimativas de que, além destes, há entre 100 e 190 mil vivendo fora das terras indígenas, inclusive em áreas urbanas. Há também indícios da existência de cerca de 53 grupos ainda não-contatados, e também os que aguardam o reconhecimento de sua condição indígena.


Sábado, Abril 17, 2004





Brasil pode perder um Parque Nacional

A falta de apoio e recursos está ruindo uma obra de milhares de anos: o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, um dos maiores conjuntos de pinturas rupestres do mundo, não consegue mais se manter e a administração ameaça encerrar suas atividades de preservação.
Com isso, estão seriamente ameaçadas milhares de espécies animais, que ficarão sujeitas aos caçadores, e milhares de pinturas rupestres, preservadas e recuperadas por trinta anos pela equipe chefiada pela arqueóloga dra. Niéde Guidon, diretora da Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), que administra a preservação do Parque."É, no mínimo, de partir o coração", desabafa dra. Guidon, que se mudou para o Piauí há 13 anos para cuidar dos sítios arqueológicos e desde então dedica sua vida a esse projeto. "Tantos anos de pesquisa, dedicação e trabalho para preservar obras rupestres tão importantes, e agora ver tudo isso ruir. É triste constatar que o Brasil não sabe preservar a grandeza de seus Parques Nacionais".
O Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, sul do Piauí, foi considerado pelas Nações Unidas como a UC - Unidade de Conservação com melhor infra-estrutura da América Latina. Os mais de 1,2 mil Km2 de caatinga do Parque abrigam 105 sítios arqueológicos preparados para a visitação turística em um total de 735 sítios. Com a interrupção das atividades de conservação e defesa do Parque, que é Patrimônio da Humanidade (UNESCO), a destruição das pinturas rupestres e dos animais a região seria apenas uma questão de tempo. "Já é possível encontrar sítios arqueológicos vizinhos pichados. Como muitas vezes a pichação é com tinta a óleo, fica impossível recuperar o que foi danificado", diz dra. Niéde.
Hoje a FUMDHAM não recebe os recursos prometidos nem do Governo Federal nem do Estadual e está se mantendo graças às economias pessoais de dra. Niéde. "Mas agora não há mais de onde tirar e como o apoio do Governo não chega, nossa única alternativa é fechar as portas", conclui dra. Niéde. "São trinta anos de consagração nacional e internacional jogados fora e o Parque Nacional da Serra da Capivara, Patrimônio da Humanidade e um patrimônio cultural e histórico mundial vai ser entregue à depredação e à pichação".
Com o encerramento das atividades de preservação dos sítios, o que acontecerá é que a FUMDHAM deixará a proteção do Parque por conta do IBAMA, que é o responsável, pela Constituição e pelas leis federais, da proteção, manejo dos Parques Nacionais.


A proteção e manutenção das pinturas e sítios arqueológicos é de responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura, que não tem nenhum funcionário no Parque Nacional da Serra da Capivara, apesar de ser um sítio tombado pela UNESCO e pelo IPHAN.

Vininha F. Carvalho

Fonte: Zenza America


Sexta-feira, Abril 16, 2004

O desmatamento está sendo controlado no Brasil?
O pesquisador americano William Laurance, do Smithsonian Tropical Research Institute, no Panamá e dois brasileiros do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), publicaram um estudo na Science, segundo o qual a implantação do projeto "Avança Brasil" poderia destruir 42% da cobertura amazônica até 2020. O estudo que tem base em imagens de monitoramento por satélite, segundo o próprio pesquisador, contraria afirmações do governo brasileiro de que a devastação da Amazônia está sendo controlada. Tal conclusão, foi duramente contestada pelo Ministério do Meio Ambiente, que alegou que índices do passado não podem ser usados para prever o futuro.
A taxa de desmatamento das florestas amazônicas para o período de agosto de 2002 a agosto de 2003 é de 23.750 km2. Os dados foram apresentados na quarta-feira pelo Ministério do Meio Ambiente em Brasília. A área desmatada no período é a segunda maior registrada na Amazônia, sendo superada somente pela marca histórica de 29.059 km2 devastados em 1995.

Para saber mais e ver os índices do desmatamento
dos últimos 16 anos, visite: www.amazonia.org.br

Quinta-feira, Abril 15, 2004

O Brasil das Águas

A expedição do casal Gérard e Margi Moss, continua. A bordo do hidroavião anfíbio "Talha-mar" transformado em um verdadeiro laboratório aéreo, estão percorrendo o Brasil, desde outubro de 2003, realizando um inédito levantamento da qualidade da água nos reservatórios hídricos do país. O casal sobrevoa o País coletando amostras, e já alertou que o Pantanal já tem alta contaminação.
Apoiada por instituições de ensino, pesquisa e grupos comprometidos com as questões ambientais brasileiras, a expedição vai durar um ano e percorrerá 100.000 km (equivalente a duas voltas em torno da Terra). Logo, será possível traçar um mapa da saúde das nossas águas doces e serão identificados ambientes não contaminados para que possam ser conservados. Utilizando pela primeira vez a mesma metodologia em todo o país, no final do ano 2004, o Projeto Brasil das Águas terá criado uma linha de base referencial de um dos maiores bens do nosso povo: a água.
Para acompanhar a expedição e obter mais informações,
visitem o site O Brasil das Águas
Terça-feira, Abril 13, 2004

Sangue no gelo

Uma das cenas mais marcantes que vi de violência contra a natureza, foi em minha infância. A TV mostrava uma mãe foca e seu lindo filhote, criatura angelical branca e de pelo macio. Logo a câmera mostrou um homem que se aproximava, ele os encurralou e apenas afastou a assustada mãe de seu indefeso filhote para, em seguida, dar violentos golpes com um porrete na cabeça do pequeno. Acho que o filhote não estava nem sequer morto quando o homem o retalhou com uma faca para arrancar o seu couro. O homem logo foi embora deixando no local toda a carcaça do filhote sem pele, logo a mãe-foca se aproximou tentando inutilmente animá-lo para logo se debruçar sobre ele, chorando.

Naquela época, (quase duas décadas) ambientalistas em uma forte campanha, temendo até a extinção da espécie, conseguiram fazer as vendas mundiais caírem. Esta campanha, apoiada por fotos de Brigitte Bardot com uma foca bebê e vídeos chocantes como o que vi, sucedeu no fechamento de mercados europeus e americanos e impondo praticamente o fim da caça. Pois bem, nos últimos seis anos, a caça de foca no Canadá, passou por um gradual renascimento que não teve a atenção mundial mas este ano já aumentou a ponto de ocupar o primeiro lugar no mundo. Quando o governo federal permitirá a caça de cerca de 350 mil focas, ou mais de uma a cada nascimento, basicamente por sua pele, terá um extraordinário aumento. Os produtos derivados das focas continuam proibidos nos EUA, e têm aceitação limitada em grande parte do leste europeu, mas novos mercados surgiram na Rússia, Ucrânia e Polônia, com tendência de moda para chapéus e acessórios de pele de foca e é esperado também um crescimento do mercado Chinês.

Temos que respeitar as outras espécies também, se quisermos estar em harmonia com o Meio Ambiente. A caça de bebês-foca, somente pela sua pele alva e macia, é motivada pela vaidade humana, este não parece ser um bom motivo para matar estes mamíferos que já servem de alimento para os famintos ursos brancos...


Segunda-feira, Abril 12, 2004
Aí vai o post que eu deletei, sem querer...

Chernobyl 2004
Confiram o site de Elena, uma russa que adora passear de moto pela zona contaminada em torno da usina de Chernobyl, palco do pior desastre nuclear que já se viu.
Sábado, Abril 10, 2004
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá está selecionando projetos para o Fundo para Expansão do Programa de Pesquisas do Instituto Mamirauá - FEPIM 2004 e alunos de pós-graduação e grupos de pesquisa interessados devem submeter a primeira versão da proposta até 15 de Abril de 2004. O edital, está disponível em www.mamiraua.org.br
Sexta-feira, Abril 09, 2004
Corrida Espacial
Ao ler os jornais hoje de manhã, me deparei com a notícia de que talvez ainda este ano será possível fazer pequenas "excursões" ao espaço sideral. Sugiro aos milionários capazes de tal vaidosa empreitada, a investir tal soma na preservação do Meio Ambiente.

Tenho certeza de que existe a necessidade de o homem moderno buscar um lugar seguro em planetas vizinhos como Marte em caso de uma guerra nuclear, mas, se o que é investido nesta bilhardária indústria da exploração espacial fosse investido na preservação do Meio Ambiente, seria, no mínimo mais sensato. Deste modo podemos desconfiar da exploração espacial e interpretá-la como se estivéssemos buscando mais um planeta para destruir.


Quinta-feira, Abril 08, 2004
foto de Pedro Habibe...


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