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Sábado, Maio 08, 2004
Bióloga brasileira é condecorada na Holanda A bióloga brasileira Neiva Guedes, recebeu na sexta-feira, 7 de maio, do Príncipe Bernhard, da República dos Países Baixos, o título de dama integrante da Ordem da Arca Dourada (Golden Ark Knighthood), em cerimônia no palácio de Soestdijk. Ela recebe o título em econhecimento ao trabalho de conservação da arara-azul grande (Anodorynchus hyacinthinus), desenvolvido há 14 anos no Pantanal em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A Ordem dos Cavaleiros da Arca Dourada foi criada em 1971, por sua alteza real Príncipe Bernhard, para reconhecer os esforços de ambientalistas e cientistas na conservação dos recursos naturais em todo o mundo. Até hoje, mais de 350 pessoas de todos os continentes receberam a honraria, considerada o maior prêmio ambiental da Holanda. Neiva Guedes é a primeira mulher brasileira a recebê-la. Ela foi indicada para obter a distinção pelo WWF-Holanda, que financia o projeto de conservação desenvolvido em parceria com o WWF-Brasil no Pantanal. Atualmente o número estimado de araras-azuis na natureza é de 6.500 indivíduos. Graças ao trabalho do Projeto Arara Azul, hoje são 4.800 no Pantanal brasileiro e estima-se que existam entre 150 e 200 nas porções boliviana e paraguaia do Pantanal. Na região conhecida como Gerais - Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins - os cientistas estimam a existência de 800 a 1.000 araras-azuis. Na região Norte, a previsão é de que apenas 500 permaneçam livres. Nos anos 80, porém, havia apenas 1.500 araras-azuis no Pantanal. A situação na natureza só começou a mudar em 1990,quando tiveram início os primeiros estudos da espécie por Neiva Guedes no Pantanal Sul-Matogrossense. Desde então, o projeto Arara Azul monitorou mais de cinco mil indivíduos e anilhou cerca de 850 filhotes a partir da sua sede, na Fazenda Caiman (Miranda, MS). Além disso, mais de 485 ninhos artificiais e naturais são monitorados periodicamente pela equipe do projeto em 42 fazendas - uma área de 400 mil hectares. Isso representa uma possibilidade concreta de conservação da espécie. "Receber este título é uma grande honra para mim, pois representa o reconhecimento de que acertei em uma decisão de vida: a de fazer todos os esforços ao meu alcance para preservar as araras-azuis na natureza, como elas devem ficar", revelou Neiva. A bióloga permanece na Europa até o final do mês de maio, efetuando palestras sobre o Projeto Arara-azul e sobre a produção científica a respeito da espécie. Além do WWF-Brasil, são parceiros financiadores do projeto a Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal (Uniderp), o Refúgio Ecológico Caiman e a Toyota do Brasil. Eventualmente o projeto recebe apoio financeiro de empresas, tais como a Brasil Telecom e Vanzin Escapamentos. Vininha F. Carvalho - editora do Guia Defesa dos Animais: www.sobresites.com/animais Fonte: WWF
Para os comentários voltarem a funcionar, foi necessária uma reforma, o que apagou os antigos desta página. Para ver estes, visitem nossos arquivos.
Segunda-feira, Maio 03, 2004
Salvem as Araucárias Em pouco mais de um século, a expansão de atividades econômicas e das cidades reduziu a Floresta com Araucária a aproximadamente 3% de sua área original, dos quais menos de 1% guardam todas suas características originais. Esses remanescentes encontram-se hoje muito fragmentados e dispersos, o que contribui para diminuir ainda mais a variabilidade genética de suas espécies, colocando-as sob efetivo risco de extinção.
Para saber mais e participar da campanha para a proteção das Araucárias, clique aqui! Sábado, Maio 08, 2004
Bióloga brasileira é condecorada na Holanda A bióloga brasileira Neiva Guedes, recebeu na sexta-feira, 7 de maio, do Príncipe Bernhard, da República dos Países Baixos, o título de dama integrante da Ordem da Arca Dourada (Golden Ark Knighthood), em cerimônia no palácio de Soestdijk. Ela recebe o título em econhecimento ao trabalho de conservação da arara-azul grande (Anodorynchus hyacinthinus), desenvolvido há 14 anos no Pantanal em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A Ordem dos Cavaleiros da Arca Dourada foi criada em 1971, por sua alteza real Príncipe Bernhard, para reconhecer os esforços de ambientalistas e cientistas na conservação dos recursos naturais em todo o mundo. Até hoje, mais de 350 pessoas de todos os continentes receberam a honraria, considerada o maior prêmio ambiental da Holanda. Neiva Guedes é a primeira mulher brasileira a recebê-la. Ela foi indicada para obter a distinção pelo WWF-Holanda, que financia o projeto de conservação desenvolvido em parceria com o WWF-Brasil no Pantanal. Atualmente o número estimado de araras-azuis na natureza é de 6.500 indivíduos. Graças ao trabalho do Projeto Arara Azul, hoje são 4.800 no Pantanal brasileiro e estima-se que existam entre 150 e 200 nas porções boliviana e paraguaia do Pantanal. Na região conhecida como Gerais - Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins - os cientistas estimam a existência de 800 a 1.000 araras-azuis. Na região Norte, a previsão é de que apenas 500 permaneçam livres. Nos anos 80, porém, havia apenas 1.500 araras-azuis no Pantanal. A situação na natureza só começou a mudar em 1990,quando tiveram início os primeiros estudos da espécie por Neiva Guedes no Pantanal Sul-Matogrossense. Desde então, o projeto Arara Azul monitorou mais de cinco mil indivíduos e anilhou cerca de 850 filhotes a partir da sua sede, na Fazenda Caiman (Miranda, MS). Além disso, mais de 485 ninhos artificiais e naturais são monitorados periodicamente pela equipe do projeto em 42 fazendas - uma área de 400 mil hectares. Isso representa uma possibilidade concreta de conservação da espécie. "Receber este título é uma grande honra para mim, pois representa o reconhecimento de que acertei em uma decisão de vida: a de fazer todos os esforços ao meu alcance para preservar as araras-azuis na natureza, como elas devem ficar", revelou Neiva. A bióloga permanece na Europa até o final do mês de maio, efetuando palestras sobre o Projeto Arara-azul e sobre a produção científica a respeito da espécie. Além do WWF-Brasil, são parceiros financiadores do projeto a Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal (Uniderp), o Refúgio Ecológico Caiman e a Toyota do Brasil. Eventualmente o projeto recebe apoio financeiro de empresas, tais como a Brasil Telecom e Vanzin Escapamentos. Vininha F. Carvalho - editora do Guia Defesa dos Animais: www.sobresites.com/animais Fonte: WWF
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Segunda-feira, Maio 03, 2004
Salvem as Araucárias Em pouco mais de um século, a expansão de atividades econômicas e das cidades reduziu a Floresta com Araucária a aproximadamente 3% de sua área original, dos quais menos de 1% guardam todas suas características originais. Esses remanescentes encontram-se hoje muito fragmentados e dispersos, o que contribui para diminuir ainda mais a variabilidade genética de suas espécies, colocando-as sob efetivo risco de extinção.
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