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Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006
O aquecimento global pode ser freado.
É raro ouvir uma notícia que traga esperança para o nosso sofrido meio ambiente.
Na edição de fevereiro da revista "Protein Engineering Design and Selection" uma descoberta que pode dar um novo rumo para a história humana. Divulgam que pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Emory descobriram uma enzima mutante que faz as plantas converterem dióxido de carbono mais rapidamente, reduzindo a quantidade do gás tóxico na atmosfera.
Durante a fotossíntese, as plantas e algumas bactérias, convertem a luz solar e o dióxido de carbono em energia química aproveitável.
A enzima responsável por esta atividade é a RuBisCO. Uma enzima abundante, mas pouco eficaz.
Ichiro Matsumura, um dos autores do estudo afirma: "Todas as formas de vida da Terra dependem pelo menos um pouco do funcionamento desta enzima. Acontece que em bilhões de anos a RubisCO evoluiu muito pouco e continua milhares de vezes mais lenta que a maioria das enzimas existentes. As plantas precisam produzir toneladas dessa enzima apenas para se manterem vivas".
Durante décadas, cientistas tentaram desenvolver uma variante da enzima, capaz de converter o gás tóxico de forma mais rápida, mas a estrutura complexa da RubisCO sempre foi um obstáculo às mutações. Matsamura e seus colegas tiveram sucesso através de um processo chamado de 'evolução dirigida', no qual foram usadas bactérias Escherichia coli .
A baixa eficácia da RuBisCO limita o crescimento das plantas e as impede de usar e assimilar todo o dióxido de carbono presente na atmosfera, mesmo que a quantidade de gás continue a crescer e crescer. O resultado do aumento dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera é o aquecimetno global.
postado
por Marco Pozzana às
12:44 PM
Terça-feira, Fevereiro 14, 2006
Projeto Meros do Brasil
Existe uma crescente preocupação com declínio sofrido na população de Meros ao longo de toda sua distribuição. A pesca desta espécie já foi proibida em diversos pontos do oceano Atlântico Oeste. No Brasil, a portaria Nº 121, de 20 de setembro de 2002, veio garantir a proteção do mero por 5 anos e fortalecer a necessidade de pesquisas científicas sobre a sua biologia.
O mero é um peixe que atinge as maiores proporções dentro das espécies da família Serranidae (ex. garoupa, badejo, cherne, mero) podendo chegar a um total de 300Kg em massa. Este fator, juntamente ao crescimento lento, hermafroditismo protogânico, formação de agregados reprodutivos e idade de primeira maturação elevada, destacam a espécie como altamente susceptível à sobrepesca. Aliado aos fatores preocupantes de sua biologia está o alto valor de mercado alcançado nas peixarias por espécies da família Serranidae, que causa uma grande procura pelo peixe.
Para saber mais sobre o Projeto Meros do Brasil, visite www.vidamar.org.br/meros
postado
por Marco Pozzana às
2:46 AM
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006
Poluição por nutrientes: a Laguna de Araruama desfigurada e ameaçada
Responsabilidade de quem? Dos governos municipais, estadual, federal ou da Prolagos (Águas de Portugal) ou seria da AGENERSA (Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro)?
Consta que a Laguna de Araruama é a maior do mundo em hipersalinidade permanente. É o berço da história de toda a Região dos Lagos(RJ), porque em sua foz, no ano de 1503 (na outrora ilhota, onde hoje se encontra assentado o forte de São Mateus), Gonçalo Coelho fundou a sua feitoria. A laguna é uma obra prima da natureza, um fenômeno geológico e hidráulico, constatado pelo renomado geógrafo Alberto Lamego. Mas infelizmente, se antes tínhamos um grande mar interior, original e encantador, fonte de inspiração de poetas, escritores e pintores, hoje a sua atual imagem paisagística nos causa profunda tristeza e constrangimento.
Para ler o artigo completo do ambientalista e historiador Elísio Gomes Filho, clique aqui!
postado
por Marco Pozzana às
10:27 AM
Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006
Aquecimento global é maior do que o previsto
A crescente concentração de gases do efeito estufa pode ter conseqüências bem piores do que se imaginava. O Escritório Meteorológico da Grã-Bretanha analisou mais de 70 estudos sobre mudanças climáticas e seu impacto na agricultura, recursos hídricos, fauna e flora para chegar a seguinte conclusão: - O derretimento da cobertura de gelo da Groenlândia elevará o nível dos oceanos em sete metros dentro de mil anos. Os países mais pobres, segundo o relatório, serão os mais afetados, mas não serão os únicos atingidos pelos inevitáveis efeitos das mudanças climáticas.
Será que ainda é possível reverter este quadro? Não sei, mas não custa tentar...
postado
por Marco Pozzana às
3:28 PM
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