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Terça-feira, Maio 30, 2006
CAMPANHA DA CARCINICULTURA
A Rede de Ongs da Mata Atlântica (RMA) está promovendo uma importante campanha. Quem come camarão, especialmente aquele grande, criado em cativeiro, geralmente não tem idéia do impacto que gera a sua produção.
Os Estados do Nordeste brasileiros têm milhares de "fazendas de camarão". Essa atividade é denominada carcinicultura. E este é um dos principais problemas sócio-ambientais da região.
Essas áreas, muitas vezes, não têm o controle adequado dos órgãos de licenciamento ambiental. O cultivo do camarão causa vários danos à natureza e ainda provoca problemas de saúde pública. E ainda traz muitos prejuízos à população local, que antes fazia uso sustentável do mangue, com a coleta de mariscos e crustáceos. A expulsão de pescadores acarreta conflitos de terra e empobrecimento das comunidades tradicionais.
Segundo dados do Grupo de Trabalho sobre Carcinicultura, da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, a atividade ainda modifica o fluxo das marés, a extinção de habitats de numerosas espécies, a disseminação de doenças entre crustáceos e a contaminação da água. Além desses impactos, existe ainda um alto risco de introdução de uma espécie exótica de camarão proveniente das águas do Oceano Índico.
Para saber mais, clique aqui!
postado
por Marco Pozzana às
4:35 PM
Segunda-feira, Maio 22, 2006
VOÇOROCA: UMA FERIDA NO SOLO BRASILEIRO
A erosão de nossas encostas é um fenômeno natural. O problema é que o homem vem acelerando este processo em milhares de vezes ao desmatar áreas que não poderiam ficar sem cobertura vegetal, em volta de nascentes de rios. Uma das marcas terríveis do homem na paisagem é a voçoroca, deixando uma feia cicatriz e causando grande impacto ambiental.
A voçoroca é formada pela combinação de processos erosivos superficiais e subsuperficiais e demonstram desequilíbrio do ambiente. As regiões mais ameaçadas por esses buracos ou fendas enormes, que chegam a atingir 50 metros de profundidade, são aquelas onde os solos são arenosos como muitas das regiões de Cerrados do Brasil Central.
Voçorocas podem aparecer em menos de um ano e a recuperação nem sempre é possível. Se deixada a cargo da natureza, há a transformação da voçoroca em uma nova feição de relevo, mas isso leva centenas ou até milhares de anos, diz o pesquisador da Embrapa Gado de Corte Osni Corrêa de Souza, especialista em Ciências Ambientais.
Uma das regiões mais afetadas pelos efeitos negativos das voçorocas é o Pantanal. A abertura de áreas na região de planaltos adjacentes a essa região intensificou os processos erosivos inclusive as voçorocas, e como conseqüência está havendo excesso de transporte e deposição de sedimentos, isto é, assoreamento, ao longo do leito do Taquari no Pantanal. Cheio de areia, o rio perde a sua capacidade hidráulica e arromba margens, passando a inundar permanentemente grandes áreas de pastagens nativas na planície pantaneira.
É preciso que os brasileiros reconheçam a importância de evitar que novas voçorocas como a da foto acima sejam feitas indiscriminadamente.
postado
por Marco Pozzana às
4:15 PM
Segunda-feira, Maio 15, 2006
NÃO EXISTE ECOCHATO, VOCÊ É QUE PRESERVA POUCO
Para quem ainda não sabe, o termo "ecochato" mudou muito de significado durante os últimos anos. Os ambientalistas que pregavam o uso racional da água, o fim do comércio de pele animal, e outras atitudes consciêntes, eram incompreendidos na época por estarem a frente de seu tempo.
Hoje as coisas mudaram muito. Graças a ciência, descobrimos que aqueles "chatos" estavam corretos e que embora tenhamos feito grandes progressos na preservação do Meio Ambiente, ainda é muito pouco para se evitar um colapso ambiental.
Encerro este post recomendando a todos os que duvidam da gravidade do assunto a assistir o vídeo do lançamento de um filme nesta temática, clicando aqui! . Aproveito também para dizer que estarei ao vivo hoje no Canal Futura às 21:30h defendendo a classe dos ecochatos.
postado
por Marco Pozzana às
1:05 PM
Sexta-feira, Maio 05, 2006
ABROLHOS AMEAÇADO POR
EMPREENDIMENTO DE CARNICULTURA
O maior empreendimento de carcinicultura proposto no país ameaça a área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul
Ambientalistas e pesquisadores estão mobilizados para impedir a implantação de um mega-empreendimento de carcinicultura (criação de camarões) na área com a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. A Cooperativa de Criadores de Camarão do Extremo Sul da Bahia (Coopex) adquiriu uma área de 1.517 hectares de manguezais e restingas no município de Caravelas, no extremo sul da Bahia. Para instalação dos criatórios de camarão serão ocupados cerca de 900 hectares. Desse total, será desmatada uma área equivalente a 800 campos de futebol de vegetação de restinga, considerada Área de Preservação Permanente (APP) pela legislação brasileira.
"Os ecossistemas de Abrolhos são frágeis, e dependem diretamente da saúde e integridade dos manguezais existentes entre os municípios de Caravelas e Nova Viçosa. Um empreendimento deste porte funcionaria de modo inverso a um filtro captando, diariamente, 880.000 m3 de água limpa e repleta de larvas de peixes e mariscos, e devolvendo água carregada de matéria orgânica e produtos químicos" - afirma o biólogo Guilherme Dutra.
A área do empreendimento, localizada entre os rios Macaco e Massangano, é formada por manguezais, restingas, lagoas costeiras e nascentes, considerados Áreas de Preservação Permanente. Na região, que foi também considerada de Extrema Importância Biológica pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em 2002, está em estudo a criação de uma Reserva Extrativista. Segundo Jorge Galdino, do Movimento Cultural Arte Manha, "a criação da Reserva compatibilizaria o uso sustentável dos recursos naturais à proteção das comunidades locais de marisqueiros, catadores, artesãos, agricultores e pescadores, sem prejuízos ao meio ambiente. É uma medida coerente com as políticas públicas que o governo tem conduzido na região, como o turismo integrado, a pesca e a proteção do meio ambiente, além de garantir a permanência destas comunidades no campo, evitando o êxodo rural nesta região".
postado
por Marco Pozzana às
12:13 PM
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