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Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

IMPACTO AMBIENTAL

O Estudo de Impacto Ambiental da usina hidrelétrica de Tijuco Alto está sendo analisado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desde novembro de 2005.

A ocupação urbana do Brasil, como se sabe, é bastante desordenada. Uma das mais graves consequências desse problema é a destruição da Mata Atlântica, bioma que concentra a maior parte da população brasileira, cerca de 120 milhões de pessoas, hoje reduzido a cerca de 7% da sua área original. O Código Florestal, ao lado do Estatuto da Cidade, é o instrumento que, ao menos, minimiza esse processo. É ele que impede o avanço da fronteira urbana em restingas, encostas, brejos e falésias, lagunas, manguezais, margens de rios, entre outros locais definidos como áreas de preservação permanente devido à importância que possuem para a integridade de processos ecológicos e para o bem-estar humano. A proteção dessas áreas, entretanto, está em risco.

Para estimular a construção civil no país, o Congresso Nacional aprovou no início de julho um projeto de lei com novas regras para o mercado imobiliário, que ainda deve ser sancionada pelo presidente Lula. Na surdina, o relator do projeto, o deputado Ricardo Izar (PTB/SP) - Coordenador da Frente Parlamentar de Habitação e Desenvolvimento Urbano - inseriu nele um artigo que invalida a aplicação do Código Florestal em áreas urbanas e de expansão urbana. E quem define quais são as áreas de expansão urbana? O poder público local, na maior parte das vezes interessado em ampliar o desenvolvimento de seu município, principalmente para arrecadar mais tributos, e, portanto, disposto a incluir em seu perímetro urbano áreas hoje sob a proteção do Código Florestal.

A proposta afeta especialmente a Mata Atlântica e a Zona Costeira, onde a especulação imobiliária já é uma das principais ameaças e poderá comprometer as áreas importantes para a conservação do solo e de recursos hídricos, agravando situações já recorrentes nas principais metrópoles brasileiras, como a poluição dos recursos hídricos, a incidência de enchentes e o abastecimento de água em locais já comprometidos como a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

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Foto: Marco Pozzana
Segunda-feira, Dezembro 11, 2006

PEQUENA GUERRA, GRANDE AMEAÇA

Mesmo uma pequena guerra nuclear também seria ameaça global.

Até mesmo uma guerra nuclear de pequena escala poderia gerar tantas baixas quanto a 2ª Guerra Mundial e comprometer o clima global por uma década ou mais, afetando todo o planeta. Essas conclusões são apresentadas em artigos publicados online pelo periódico Atmospheric Chemistry and Physics Discussions.

Esses resultados são a primeira avaliação quantitativa das conseqüências de um conflito atômico entre potências nucleares emergentes, afirma Richard Turco, do Departamento de Ciências Atmosféricas e Oceânicas da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA).

Os pesquisadores estimaram a quantidade de fuligem que seria gerada nos incêndios urbanos provocados pelas explosões nucleares. O resultado é de mais de 5 milhões de toneladas, em muitos casos. O impacto ambiental de uma guerra limitada a uma pequena parte do mundo seria, com isso, global.

Muito da fuligem poderia ficar na atmosfera por mais de uma década, reduzindo as chuvas e resfriando o planeta, com conseqüências graves para a produção de alimentos.
Fonte: Estadão

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