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Sexta-feira, Julho 20, 2007
PROJETOS COMUNITÁRIOS PARA PROTEÇÃO DAS FLORESTAS
Comunidades que coletam produtos naturais geram mais renda de longo prazo que muitas grandes madeireiras. - fonte: Estadão
A consolidação de projetos de pequeno porte de coleta de frutas e castanhas é a melhor maneira de atenuar a pobreza e proteger a Amazônia e outras florestas tropicais, mas a estratégia costuma ser ignorada pelos governos, mostrou um estudo na segunda-feira, 16. As comunidades que coletam produtos naturais geram mais renda de longo prazo que muitos parques nacionais ou grandes madeireiras, disse o levantamento da Organização Internacional de Madeiras Tropicais (ITTO).
No Brasil, as comunidades florestais frequentemente são desalojadas por madeireiros, grandes proprietários de terra e garimpeiros, e muitas não têm infra-estrutura para fazer seus produtos chegarem ao mercado.
Trabalhadores rurais e líderes indígenas entregaram no domingo uma carta à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pedindo ao governo que ajude a financiar esse tipo de projeto comunitário nas florestas. (foto: Marco Pozzana)
postado
por Marco Pozzana às
12:35 PM
Quarta-feira, Julho 11, 2007
EXTRATIVISMO NA BERLINDA
Na Amazônia, os pequenos agricultores têm grande parcela de culpa nas queimadas e na derrubada da floresta, dizem cientistas em reportagem da Folha de São Paulo.
O agrônomo da Embrapa Amazônia Oriental, Alfredo Homma, afirma que as pequenas propriedades vão fazer com que 30% da área total da floresta amazônica sejam desmatados. Para ele, a saída está em investir em tecnologia e transferi-la para os pequenos produtores. “Existe uma falsa ilusão de que os produtos florestais não-madeireiros são sustentáveis”, disse ele durante mesa-redonda na reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em Belém.
Homma desaprovou o extrativismo como solução de desenvolvimento da região. O ideal seria o governo investir nas áreas já degradadas, que somam 71 milhões de hectares. apesar da liberação das licenças ambientais para construção das usinas do Madeira, a gigantesca linha de transmissão que trará a energia produzida para o Sudeste ainda está no papel.
Na realidade, são consideradas como extrativismo todas as atividades de coleta de produtos naturais, sejam estes produtos de origem animal, vegetal ou mineral.
Foto: M. Moscatelli
postado
por Marco Pozzana às
5:06 PM
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