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Terça-feira, Janeiro 22, 2008
queimadas
COMO ANDA A AMAZÔNIA?

As altas taxas de desmatamento provocaram uma redução acelerada da biodiversidade local, afetando diretamente a vida de milhões de pessoas que dependem da floresta. Foto: Daniel Beltra

Além dos dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que confirmaram o aumento na devastação da Amazônia nos cinco últimos meses de 200, fatores climáticos, políticos e econômicos preocupam a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Para ela, o governo deve estar atento à estiagem prolongada, aos altos preços internacionais da soja e da carne e as eleições municipais de 2008.

Entre medidas preventivas já adotadas pelo governo federal, a ministra citou a criação, em dezembro, do Grupo de Trabalho de Responsabilização Ambiental, órgão interministerial que acompanhará os 150 maiores casos de devastação da floresta, e do Comitê Executivo do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável da BR-163, cujo objetivo é levar políticas de desenvolvimento sustentável, conservação ambiental e inclusão social às comunidades que vivem às margens da rodovia, que liga o Mato Grosso ao Pará.

De acordo com o Inpe, de agosto a dezembro de 2007 foram desmatados 3.235 quilômetros quadrados (que equivalem a cerca de 320 mil campos de futebol) da floresta amazônica, mas o número pode estar subestimado em virtude da ausência de imagens de satélite mais detalhadas. O desmatamento real pode ser de até 7 mil quilômetros quadrados. Fonte: Gazeta Mercantil
Terça-feira, Janeiro 08, 2008
acidificação dos oceanos
ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS É AMEAÇA PARA A VIDA

Processo é uma das mais tristes faces do aquecimento global. Foto: Marco Pozzana

A crescente acidificação dos oceanos, resultado de maiores níveis de dióxido de carbono na atmosfera é uma terrível ameaça para os recifes de coral. O pH dos oceanos já diminuiu 0,1 unidade desde o início da Revolução Industrial, e essa taxa pode quadruplicar até 2100.

Os esqueletos calcáreos dos recifes são elaborados a partir dos íons carbonato presentes na água do mar. No entanto, a concentração desses íons está relacionada ao pH da água: se o processo de acidificação dos oceanos continuar, essa concentração pode se reduzir à metade até 2100, o que comprometerá a sobrevivência dos corais.

O fenômeno acontece porque o gás carbônico absorvido pela água se transforma em ácido carbônico, tornando a água menos alcalina (o oceano é naturalmente básico, com pH entre 7,5 e 8,5).

Estudos recentes indicam que a acidificação é ruim para outros organismos vitais para os recifes, como algumas algas que, como os corais, secretam carbonato de cálcio.

Recifes de coral representam as mais ricas áreas de biodiversidade nos oceanos. A morte dos corais irá diminuir ainda mais a disponibilidade de pescado e deve provocar a extinção de muitas espécies.

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